Mais um cidadão de bem, daqueles que gostam de
repetir o lema fascista Deus, pátria e família, foi pego com a boca na botija e
foi parar no xilindró. Dessa vez se trata do pastor Antônio Gomes Peixoto,
conhecido nas quebradas religiosas pelo vulgo de Pastor Toninho. Ele foi preso em Franco da Rocha, São Paulo.
Pesa sobre ele a acusação de ter abusado
sexualmente de cerca de nove crianças entre um e dez anos de idade. Sua prisão ocorreu
na quinta-feira, 30, após o crime vir à tona. Segundo a polícia, a mulher dele,
que não terá o nome divulgado, é cuidadora de crianças e ele as recebia para
culto no quintal da casa.
A denúncia foi feita por um grupo de mães, que
registrou um boletim de ocorrência contra o pastor no dia 23 de novembro,
depois de ouvirem de seus filhos sobre o comportamento do pastor. Ele chegou a
ser preso, mas três dias depois foi liberado por ausência de flagrante. Mas a
alegria dele não durou muito.
A justiça expediu um mandado de prisão temporária
contra o Pastor Toninho, e na
quinta-feira os agentes cumpriram o mandado efetuando a sua prisão. A mulher
dele também está sendo investigada, mas ainda são apenas suspeitas, pois não há
nenhum indício de que ela tenha participado dos atos do marido.
Segundo a polícia alguns pais deixavam as
crianças dormirem na residência do casal, como é o caso da empresária Jéssica
Alessandra Leite, que deixava as meninas de três e seis anos todos os dias com
a cuidadora. Ao tomar conhecimento do que estava ocorrendo por outras mães, logo
buscou as filhas.
“Eu peguei minha filha, levei para casa e
conversei com ela uma hora tentando chegar ao ponto em que ela conseguisse falar
sobre o que acontecia lá”, disse ela, destacando que a filha mais velha
confirmou os abusos do pastor, apontou para as partes íntimas e disse que ele “tocava
em sua titita” por diversas vezes.
Ainda segundo a mãe das crianças, o pastor as
ameaçava para evitar que elas contassem sobre os abusos sofridos para os
responsáveis. A descoberta sobre o comportamento do pastor tarado revoltou não
só os pais das crianças abusadas, como também moradores das proximidades, que
pedem por justiça.
“Como pode um homem que se diz pastor, que fala
em nome de Deus fazer uma coisa dessas, um absurdo desses? Onde vamos parar? E
o pior que são vários os casos de pastores envolvidos em crimes sexuais. Isso
tem que parar. Ele tem que ser exemplarmente punido por esse crime hediondo”,
disse uma vizinha.
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