Ativista pede ao MP investigação sobre a condição de funcionamento do HGL - Colatina News

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26/09/2019

Ativista pede ao MP investigação sobre a condição de funcionamento do HGL

Hospital onde foram registradas 10 mortes em um único dia
O ativista Jonas da Silva Soprani protocolou na Promotoria de Justiça de Linhares, no Norte do Espírito Santo, na quarta-feira, 25, um pedido de investigação sobre as condições de funcionamento do HGL (Hospital Geral de Linhares), onde recentemente foram registradas em um só dia 10 mortes de pessoas. 

Em seu pedido o ativista requer ao representante do Ministério Público que apure a falta de dotação orçamentária para a cobertura de despesas referentes a 2019, as mortes ocorridas durante o mês de agosto de 2019 e se elas estão relacionadas à falta de recursos, bem como a falta de profissionais no período noturno. 

As mortes de pessoas a que Jonas se refere, são as que foram divulgadas pela imprensa, incluindo as ocorridas no Dia dos Pais. “É preciso apurar se essas mortes ocorreram por falta de recursos para aquisição de medicamentos, custeio de materiais, falta de leitos ou por questões relacionadas a falta de plantão médico”. 

A condição daqueles que aguardam atendimento é precária
Jonas Soprani, que se destaca pela sua luta em defesa de direitos de terceiros, entrou em ação ao notar o desinteresse por parte das autoridades em pelo menos tentar descobrir o motivo do volume tão grande de mortes ocorridas em um hospital de destaque no Estado. “Algo muito estranho está acontecendo”, afirma ele. 

À imprensa, o ativista salientou que espera resultados positivos por parte do Ministério Público de Linhares, órgão no qual deposita muita confiança. “Tenho certeza de que os responsáveis por essas mortes serão punidos ao final do procedimento investigatório já instaurado pelo Ministério Público”, afirma ele. 

A iniciativa de Jonas Soprani tem o apoio de grande parte da sociedade, que até hoje ainda não se conformou com a grande quantidade de mortes em um hospital em apenas um dia. “Aquilo não é hospital. É um açougue humano”, frisou o aposentado José Carlos, cuja prima foi uma das vítimas naquele fatídico dia. 


O comentário geral é de que o atendimento no HGL é o pior de todo o Estado, as condições do prédio não são boas e o local onde as pessoas ficam aguardando atendimento é pior que compartimentos de armazéns do interior, além de ser totalmente sem conforto para quem precisa esperar horas por um atendimento. 


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