Setor de saúde precário em Pancas sequer aplica testes para Coronavírus - Colatina News

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10/06/2020

Setor de saúde precário em Pancas sequer aplica testes para Coronavírus

Área de saúde de Pancas é nota 0 segundo moradores

A área de saúde em Pancas, no Noroeste do Espírito Santo, é tão precária e tão carente de investimentos, que nem o teste para descobrir se a pessoa está contaminada pelo Coronavírus é feito da forma correta. Isso ficou constatado pela moradora Evanira Ross, que apesar de todos os sintomas não conseguiu.

A moradora fez uma verdadeira via sacra tentando descobrir se estava contaminada pelo vírus e não conseguiu. Ela chegou a ser atendida por um médico, que anotou seus dados pessoais, receitou um xarope de Dipirona e a mandou ficar em casa, que a Unidade Básica de Saúde faria o monitoramento.

Ela passou mal, sentindo dores na cabeça e no peito, fraqueza, tontura e aguentou durante seis dias. No sétimo dia ela conta que amanheceu com uma febre forte, dor na garganta e procurou o PA (Pronto Atendimento) de Vila Nova, onde foi atendida pelo médico, que pediu para retornar em três dias se piorasse.

“Retornei três dias depois e nem médico tinha no local. Fui atendida por um enfermeiro, que preencheu uma ficha dizendo que eu iria ficar sob observação e que me ligariam para ver como eu estava, mas ninguém me ligou. Fiquei 10 dias com febre e em nenhum momento fizeram o teste”, conta a moradora.

Segundo ela, existem outras pessoas na mesma situação, que acabam descobrindo que estão com o Coronavírus por conta própria. “Graças à Deus ontem minha dor no peito aplacou e minha febre acabou. A única coisa que continua é a dor de cabeça, mas tenho fé que o pior já passou”, disse ela.

Sidiclei tem o pior desempenho na área de saúde
Evanira não tem certeza absoluta se o que teve foi Coronavírus, por não ter conseguido fazer o teste e nem ter a atenção da Secretaria de Saúde de Pancas. “Tentei pagar exame particular, mas também não consegui”, desabafa a moradora, afirmando que no desespero recorreu até ao Emerson da Farmácia.

A sua revolta, segundo ela, é que apesar de não ter recebido nenhuma atenção do setor de saúde do Município, seu nome consta da estatística de pessoas que contraíram o Coronavírus. “Minha vontade é chegar naquele posto, pedir minha ficha de volta, rasgar e jogar no lixo. Acho isso um absurdo”, acrescenta.

Ela destaca que durante todo período que estava passando mal nada disse a ninguém nem da família e aguentou o sofrimento sozinha para evitar sofrer discriminação. Agora que já está bem, denuncia que foi recebida muito mal na Unidade de Saúde e não teve o atendimento necessário que o caso requer.

Apesar de ter um médico como administrador, o atendimento na área de saúde de Pancas é um dos piores da Região Noroeste, segundo afirmam moradores do Município. A reclamação é geral e todos entrevistados afirmaram que o atendimento, quando é realizado, acontece em locais sem nenhuma estrutura.

A reclamação confere com a recente denúncia de uma enfermeira, que tornou pública a precariedade da Unidade de Saúde onde trabalha, e sofreu represálias por parte do prefeito Sidiclei Giles de Andrade, que impôs a Lei da Mordaça. Vale lembrar também, que nem água potável existe em uma das unidades de saúde.



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