Inquérito indicia capitão por crime culposo e causa revolta em amigos da vítima - Colatina News

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20/04/2020

Inquérito indicia capitão por crime culposo e causa revolta em amigos da vítima

Posição do veículo do capitão deputado após o acidente

O Inquérito Policial que apurava as circunstâncias do acidente automobilístico envolvendo o deputado capitão Assunção e um motociclista foi concluído e encaminhado ao TJES (Tribunal de Justiça do Espírito Santo), pelo fato de ter foro privilegiado. O acidente aconteceu às 16h do dia 05 de janeiro de 2020.

Capitão Assunção vinha com sua esposa de Ecoporanga, no Noroeste do Espírito Santo, utilizando um carro oficial, mesmo a Assembleia Legislativa estando em recesso, e ao se aproximar do Trevo das Três Vendas, em Barra de São Francisco, chocou-se contra o motociclista Ernani Gomes da Silva.

O choque foi tão violento, que a moto foi parar do outro lado da rodovia. Ernani chegou a ser socorrido, mas não resistiu e morreu. Capitão Assunção, que a polícia descobriu que estava com a CNH vencida desde 29 de junho de 2017, foi indiciado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.

O deputado estava com a CNH  vencida desde junho de 2017
O veículo do deputado sofreu avarias do lado esquerdo e no para-brisa, e ficou parado na pista, dando a entender que estava na contramão na hora da colisão, mas nada é mencionado no inquérito. Motoristas que foram ao local disseram que pelas evidências, ele estava em alta velocidade e na contramão.

O resultado do inquérito, que segundos amigos da vítima “premia o deputado pelo ato ilícito e não elucida nada”, foi motivo criticas nas redes sociais e entre pessoas que conheciam Ernani. “Se ele não fosse deputado, com certeza teriam sido mais rigorosos nesse inquérito”, disse um amigo da vítima.

“Tentaram culpar vítima acusando-a de usar drogas. Se demorasse mais um pouco, o Ernani seria condenado. Absurdo. O cara em alta velocidade, com veículo oficial e na contramão tira a vida de uma pessoa e ainda é indiciado por crime culposo. Ele assumiu o risco e tinha que ser preso”, finaliza o amigo.



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