Merenda escolar não distribuída apodrece no armazenamento em Marilândia - Colatina News

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29/05/2020

Merenda escolar não distribuída apodrece no armazenamento em Marilândia


Carne da merenda escolar estragada
A descoberta de cerca de 20 quilos de carne estragada da merenda escolar supostamente malocada, está movimentando o Município de Marilândia, no Norte do Espírito Santo. A denúncia foi feita pelo cidadão Fabriano Peixoto de Oliveira, que vinha denunciando a existência de merenda escolar malocada.

Fabriano denunciou pelas redes sociais, que Marilândia escondia merenda escolar e não fez os kits para doação aos alunos, conforme deliberação do governo Federal, cumprida por todos os municípios. Ele denunciou, ainda, compra de merenda em plena pandemia, e sem funcionamento das escolas.

Em virtude da denúncia, foi realizada uma sessão na Câmara Municipal, ocasião que o presidente do Legislativo, Paulo Costa, o Paulinho; a secretária Municipal de Educação Sandra Maria Firmes Altoé e o pastor Noé, desmentiram a denúncia e disseram que não havia merenda escolar estocada.

O pastor Noé chegou a ser taxativo ao afirmar que esteve no local onde a merenda é armazenada, conferiu tudo e só havia alguns pacotes de fubá. Ainda na sessão, a denúncia de Fabriano foi chamada de fake News. Tudo teria sido resolvido, mas por descuido dos envolvidos, houve uma reviravolta.

A merenda deveria ter sido distribuída entre os alunos
O mau cheiro de uma escola da Comunidade do Távora chamou a atenção dos moradores, que ao abrirem o educandário, depararam-se com cerca de 20 quilos de carne podre da merenda escolar por causa do desligamento acidental do frízer, que deveria ter sido distribuída entre os alunos em forma de Kit. .

Os moradores relataram que no depósito de merenda da escola havia muito mais produtos, mas não tiveram oportunidade de conferir tudo, porque foram impedidos de abrir os demais cômodos onde a merenda está armazenada. A descoberta da merenda estocada joga por terra a afirmação da secretária.

Fabriano enfatiza que foi informado na reunião da Câmara, que quem conferiu se havia ou não merenda, foi o vereador Cimá Fubá, que é irmão do rapaz que faz o controle da merenda. Destaca Fabriano, que o vereador não poderia ter feito a conferência junto ao irmão, por não ser uma situação confiável.

Com a descoberta da merenda estragada, Fabriano cobrou de Paulinho uma posição e afirmou que o fato não seria resolvido como sempre se resolve no Município, com ameaças, cala bocas etc. “Merenda é verba federal e já denunciamos o fato à Polícia Federal. Os responsáveis terão que ser punidos”.

Cerca de 20 quilos de carne apodreceram na escola
Na ligação para Paulinho, Fabriano lembrou que o assunto principal não é quem desligou o disjuntor e estragou a merenda. “O assunto principal é a mentira, a quebra de decoro de uma secretária de Educação, um vereador e um pastor, que agiu de má fé ao avalizar a mentira dos dois”, disse Fabriano.

Ao finalizar, Fabriano Peixoto enfatizou que Marilândia virou uma cidade sem lei, onde o nepotismo rola solto, citando como exemplo o irmão do vereador Cimá Fubá, e a mulher do vice-presidente da Câmara, Douglas Baldiani, que segundo ele, trabalha ao lado da secretária Municipal de Educação.

Antes do desaparecimento da merenda escolar, foi registrado o sumiço de 2.400 ovos de Páscoa adquiridos pela prefeitura sem licitação ao valor de R$ 7,00 cada ovo de 100 gramas. Esses ovos seriam distribuídos entre as crianças do Município, mas segundo moradores, os ovos viraram fumaça.

“Marilândia está se transformando numa cidade misteriosa, onde some tudo, menos esse prefeito horrível e esse vereadores inúteis, que ao invés de fiscalizar, preferem colocar panos quentes sobre as irregularidades praticadas pela administração. Mas está perto de ficarmos livres deles, disse Afonso Reis.




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