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09/06/2026

A seleção da desconfiança: O Brasil caminha para mais um vergonhoso fracasso mundial?

Desacreditada, Seleçao tenta não dar vexame

Por *Elvécio Andrade

 

A cada partida disputada pela Seleção Brasileira, cresce entre os torcedores a sensação de que o futebol pentacampeão do mundo está cada vez mais distante de suas glórias do passado. As dificuldades enfrentadas contra seleções consideradas tecnicamente inferiores, como Panamá e Egito, acendem um sinal de alerta preocupante para quem ainda sonha com a conquista de uma nova Copa do Mundo.

 

O que se vê em campo é uma equipe sem identidade, sem liderança e sem a força que durante décadas fez do Brasil um gigante temido pelos adversários. A impressão é de que o talento foi substituído pelas dancinhas ridículas, pelas quedas repetitivas de determinado jogador, pelo marketing e que a camisa amarela já não intimida mais ninguém.

 

Entre os nomes que continuam sendo tratados como intocáveis está Neymar Júnior. Embora seja constantemente apresentado como o principal astro do futebol brasileiro, sua trajetória na Seleção é marcada por frustrações. Nunca conquistou uma Copa do Mundo, nunca foi eleito o melhor jogador do planeta e, em diversos momentos, acabou chamando mais atenção pelas quedas exageradas e pelas polêmicas extracampo do que por atuações decisivas em competições importantes.

 

A situação se torna ainda mais preocupante diante da percepção, compartilhada por muitos torcedores, de que as convocações nem sempre são fruto da convicção técnica dos treinadores. Há quem enxergue a influência excessiva da velha imprensa esportiva, dos interesses comerciais de patrocinadores e até mesmo do crescente poder das casas de apostas, que hoje movimentam bilhões e invadem o universo do futebol de forma cada vez mais intensa e perniciosa.

 


Nesse cenário, a Seleção Brasileira parece ter perdido sua autonomia. Em vez de ser montada com base no desempenho, na disciplina e na necessidade tática, muitos acreditam que a equipe é construída para atender interesses que pouco têm a ver com a busca pelo hexacampeonato.

 

A comparação com 2002 é inevitável. Naquela época, o técnico Luiz Felipe Scolari enfrentou críticas ferozes, ignorou pressões externas e convocou os atletas nos quais realmente acreditava. O resultado foi a conquista da quinta estrela e a consagração de um grupo que entrou para a história.

 

Hoje, porém, o ambiente parece completamente diferente. A confiança da torcida está abalada, o futebol apresentado é pobre e a sensação predominante é a de que o Brasil pode estar caminhando para mais um vexame internacional. Se nada mudar, o longo jejum iniciado após a conquista de 2002 poderá continuar por muitos anos, transformando a maior potência do futebol mundial em uma mera lembrança de tempos gloriosos que parecem cada vez mais distantes.

 

*Elvécio Andrade é radialista, jornalista, escritor e advogado especialista em direitos Constitucional e Administrativo.

 

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