Qual receberá o troféu de pior administrador?
Em Colatina, no
Noroeste do Espírito Santo, parece que a sede não é apenas de água, é de
gestão. E, pelo visto, está em falta nos dois casos.
A cidade, que já
viveu dias melhores (ou menos constrangedores), agora assiste a um espetáculo
deprimente: postos de saúde capengando, bairros largados à própria sorte e uma
população que começa a perceber que trocou promessa por frustração. O nome da
vez? Renzo Vasconcelos.
As redes sociais
viraram um verdadeiro mural de lamentações. E não é exagero, é desabafo mesmo.
Uma internauta resumiu o nível da situação com uma cena que parece piada, mas
não é: “Vai na prefeitura? Leva o copo de casa. Lá não tem. E ainda fica em pé
esperando atendimento. Vergonha é pouco”.
Se faltar copo já é
simbólico, imagine o resto. E como toda tragédia administrativa costuma vir
acompanhada de comparações inevitáveis, o fantasma de Sérgio Meneguelli voltou
a assombrar o imaginário popular. Não como saudade, mas como alerta.
“É a reencarnação do
Serginho”, disparou uma moradora, sem rodeios. “Enquanto pintava meio-fio e
desenhava amarelinhas nas calçadas, a prefeitura ficava largada às traças,
totalmente abandonada”. Parece que Colatina saiu do governo Meneguelli que
maquiava calçadas para outro que esqueceu até o básico dentro dos prédios
públicos.
No meio do caos,
ainda há quem lembre, com certo saudosismo pragmático, de Guerino Balestrassi: “Tinha
defeitos, claro. Mas posto de saúde sem material? Isso não existia. A cidade
andava, as coisas funcionavam e as obras sempre estavam presentes”. Hoje,
segundo moradores, a cidade continua andando, mas é para trás.
Um residente do
Bairro Ayrton Senna foi além e mirou direto na raiz do problema: o voto. “Enquanto
o povo cair nesse papo de ‘novo’, ‘diferente’, sem olhar o histórico do
candidato, vai continuar elegendo aventureiro. Depois paga a conta”. E paga
caro, às vezes com dignidade, às vezes com saúde, e às vezes… levando copo de
casa para beber água na prefeitura.
Até agora, a
administração de Colatina segue em silêncio, talvez esperando que as críticas
evaporem como a água que falta nos copos públicos. Mas a população já entendeu:
quando o básico vira luxo, não é só descuido.
É sintoma de algo muito maior. E mais grave.
*Elvécio Andrade é
radialista, jornalista, escritor e advogado especialista em direitos
Constitucional e Administrativo.
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