Por *Elvécio Andrade
Uma simples enquete, dessas
que muitos tentam desdenhar quando não convém, acabou jogando um verdadeiro
balde d’água fria nos corredores da administração municipal de Rio Bananal, no
Norte do Espírito Santo. O levantamento, promovido pelo Portal Bananalonline revelou algo que já vinha sendo sussurrado nas
esquinas, nas filas de banco e nas rodas de café: o prestígio do atual prefeito
está longe de ser aquele das urnas de 2024.
E não adianta torcer o nariz: a
enquete pode até não ter valor científico, mas tem valor político, e dos
grandes. A enquete realizada no Instagram e divulgada no último domingo (26),
perguntou o óbvio que ninguém na atual gestão gostaria de ouvir agora: quem
será o próximo prefeito?
Resultado? 1.433 votantes 5.926 visualizações, 516 votos (36%) para Bruno Pella, atual prefeito, 496 votos (35%) para Edimilson Eliziário, ex-prefeito, e indecisos: 421 (29%). Traduzindo sem rodeios: empate técnico. E isso, para quem há pouco tempo surfava numa vitória com 57% dos votos válidos, não é só um sinal amarelo, é quase um pedido de parada obrigatória.
Nos bastidores, o comentário corre solto e sem cerimônia: a queda de popularidade de Bruno Pella não veio do nada. Ela tem raízes bem fincadas naquilo que mais pesa no dia a dia da população, saúde capenga, infraestrutura precária e um abandono quase constrangedor do homem do campo.
Estradas? Um capítulo à parte.
Ou melhor: um problema à parte. Em muitas regiões, o produtor rural segue refém
da poeira, da lama, das estradas intransitáveis, da impossibilidade de
escoamento da produção e da promessa não cumprida.
Do outro lado, faz o oposto do
que se esperaria de um político em pré-aquecimento: silêncio. Longe das redes
sociais, distante das polêmicas e fora do ringue político, o ex-prefeito Edimilson
segue cuidando da sua propriedade rural, como quem espera o tempo agir, e, ao
que tudo indica, o tempo tem jogado a seu favor. Sem atacar, sem aparecer, mas…
crescendo.
É verdade: as próximas eleições
municipais só acontecem em 2028. Mas política não respeita calendário formal,
ela se move no humor popular, e esse humor, pelo visto, já começou a mudar. Se
a enquete não define eleição, ela ao menos aponta tendência. E tendência,
quando ignorada, costuma virar resultado.
A pergunta que fica no ar,
ecoando pelas ruas de Rio Bananal, é simples e incômoda: será que ainda dá
tempo de reverter… ou o derretimento já virou enxurrada? Porque uma coisa é
certa: dormir em berço esplêndido, na política, costuma terminar em despertar
brusco, e, às vezes, tarde demais.
*Elvécio Andrade é radialista,
jornalista, escritor e advogado especialista em direitos Constitucional e
Administrativo.
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