Deus criou Lula e o capeta o Bolsonaro
Deus
fez Lula no clarão,
com
ternura e coração,
deu ao
pobre dignidade,
esperança
e refeição.
Fez um
homem retirante,
sobrevivente,
lutador,
que
aprendeu na própria fome
o
valor de dar amor.
Mas o
Diabo, enfurecido,
vendo
o povo se unir,
quis
criar seu escolhido
pra
semear e dividir.
Fez
Bolsonaro no grito,
na
raiva e na confusão,
alimentado
no ódio,
na
mentira e na agressão.
Lula
ergueu universidade,
deu ao
pobre profissão,
fez o
filho da empregada
virar
doutor da nação.
Bolsonaro
fez da arma
seu
discurso principal,
transformando
diferença
num
conflito nacional.
Lula
fala em democracia,
em
cultura e inclusão,
em
fazer do Brasil grande
pela
força da união.
Bolsonaro
fez da crise
um
palanque de rancor,
riu da
dor de muita gente
e
chamou ódio de amor.
Um
conhece a fome antiga,
o
salário e o suor,
o
outro vive da intriga,
do
ataque e do terror.
Lula
veio do Nordeste
com
coragem pra vencer,
Bolsonaro
fez da raiva
sua
forma de crescer.
Deus
olhou pra sua obra
e
sorriu com emoção:
“Esse
homem representa
o
valor da compaixão.”
O
Diabo bateu palmas
lá no
reino da ilusão:
“Meu
soldado vai governar
pela
força da divisão.”
E
assim segue o Brasil,
entre
sombra e claridade,
entre
o grito do egoísmo
e a
voz da igualdade.
Porque
o povo, todo dia,
faz
sua própria escolha:
se
alimenta o amor sincero
ou a
erva da discórdia.
*Elvécio Andrade é
radialista, jornalista, escritor e advogado especialista em direitos
Constitucional e Administrativo.
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