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23/06/2026

Mulher insaciável é presa por obrigar o marido a manter seis relações sexuais por dia

A mulher foi direto para o xilindró

Por *Elvécio Andrade

 

Durante muito tempo, a sociedade acostumou-se a enxergar a violência doméstica apenas por um único ângulo. Mas um caso inusitado ocorrido em Medellín, na Colômbia, mostrou que o sofrimento dentro de casa também pode atingir os homens, e, às vezes, de uma forma que ninguém imagina.

 

Uma mulher, de nome não divulgado, foi presa após o marido denunciar que era obrigado a cumprir uma verdadeira "jornada extra de trabalho conjugal". Segundo o relato, a esposa exigia relações sexuais até seis vezes por dia e, quando o cidadão alegava cansaço, dores nas costas, sono ou simplesmente vontade de assistir televisão em paz, a resposta vinha em forma de agressões, ameaças e pressão psicológica.

 

O homem, que havia se transformado em um escravo sexual nas mãos da mulher gulosa, procurou as autoridades após sofrer ferimentos, inclusive lesões na cabeça. Pelo visto, além de dizer "sim" no casamento, ele também estava sendo obrigado a dizer "sim" em regime de plantão permanente, e não tinha ovo de codorna com pasta de amendoim que desse conta.

 


Brincadeiras à parte, o caso levanta um debate importante. Violência doméstica não escolhe sexo, idade ou classe social. Homens também podem ser vítimas de agressões físicas, psicológicas, patrimoniais e emocionais. O problema é que muitos ainda têm vergonha de denunciar por medo do ridículo, do preconceito ou de não serem levados a sério. A sociedade precisa entender que relacionamento saudável não funciona na base da intimidação, da chantagem ou da violência. Amor não é obrigação, e casamento não é contrato de trabalho com meta diária de produtividade.

 

Portanto, fica o alerta: se alguém está sofrendo agressões, humilhações ou qualquer forma de abuso dentro de casa, deve procurar ajuda. Porque, no fim das contas, violência doméstica continua sendo violência doméstica, mesmo quando a vítima é o homem que, depois de um dia inteiro de trabalho, só queria deitar no sofá, tomar uma cervejinha gelada e assistir ao jogo em paz.

 

*Elvécio Andrade é radialista, jornalista, escritor e advogado especialista em direitos Constitucional e Administrativo.

 

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