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30/09/2026

A atuação constante e a experiência a serviço da saúde no Norte do Espírito Santo

Alessandro Broedel, candiato a deputado federal

Por *Elvécio Andrade

 

O desenvolvimento de uma região não depende apenas da capacidade individual de cada Município. Em muitos casos, a união de esforços permite que cidades compartilhem estruturas, reduzam custos e viabilizem serviços que seriam muito mais difíceis de manter de forma isolada. Foi dentro dessa lógica de cooperação que o CIM Polinorte (Consórcio Público da Região) ampliou sua atuação na região Norte do Espírito Santo durante o período em que Alessandro Broedel esteve à frente da presidência da instituição, entre janeiro de 2021 a dezembro de 2024.

 

O modelo de gestão consorciada parte de uma ideia simples: quando vários municípios unem demandas e recursos, aumenta a capacidade de negociação e diminui o custo individual das ações públicas. Entre os resultados registrados naquele período está a construção da nova sede própria do CIM Polinorte, em Ibiraçu. O Edifício Gilson Amaro foi inaugurado em julho de 2023, oferecendo uma estrutura própria para atividades administrativas, reuniões técnicas e planejamento das ações conjuntas dos municípios.

 

Na área da saúde, outro passo importante foi a articulação entre os municípios para estruturar o atendimento regionalizado do Samu 192, permitindo que recursos e esforços fossem organizados de maneira integrada para ampliar a capacidade de atendimento de emergência.

 

Também ganhou espaço a chamada compra compartilhada. Em vez de cada prefeitura realizar isoladamente determinadas aquisições, o consórcio passou a organizar demandas conjuntas para medicamentos, equipamentos e materiais utilizados pelos municípios. Segundo dados divulgados pelo próprio CIM Polinorte e pela trajetória institucional de AlessandroBroedel, o modelo chegou a representar economia de até 30% em determinadas compras, justamente pela ampliação do volume negociado.

 


Outra frente foi o apoio aos municípios menores, com a viabilização de veículos e equipamentos destinados a serviços públicos, incluindo vans sanitárias, veículos utilitários e máquinas utilizadas em atividades de infraestrutura. Na prática, a experiência mostra uma característica importante da administração pública regional: nem sempre é necessário que cada cidade tenha sua própria estrutura para executar determinada atividade.

 

 Em algumas situações, compartilhar recursos pode significar economia, escala e maior capacidade de atendimento. As iniciativas alcançaram municípios como Sooretama, Linhares, Jaguaré, Rio Bananal, Ibiraçu, João Neiva e Aracruz, inseridos na área de atuação mencionada para o período.

 

Mais do que uma discussão sobre nomes ou disputas políticas, a experiência do CIM Polinorte coloca em evidência uma questão administrativa que permanece atual: quando municípios deixam de agir isoladamente e passam a trabalhar de forma coordenada, problemas regionais podem encontrar soluções regionais. E talvez esteja aí uma das maiores lições deixadas por experiências de consórcios públicos: cooperação entre municípios não é apenas uma questão de gestão; pode ser também uma ferramenta para fazer o dinheiro público render mais e os serviços chegarem mais longe.

 

*ElvécioAndrade é radialista, jornalista, escritor e advogado especialista em direitos Constitucional e Administrativo.

 

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