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21/05/2026

Inimigos do povo: A traição dos deputados capixabas contra os trabalhadores

Guardem bem os inimigos dos trabalhadores


Por *Elvécio Andrade

 

Enquanto milhões de brasileiros acordam antes do sol nascer, pegam ônibus lotado, enfrentam jornadas exaustivas e voltam para casa sem ter sequer tempo para viver, parte da bancada federal capixaba resolveu mostrar mais uma vez de que lado realmente está: do lado do patrão, do lucro e da exploração.

 

Os deputados federais Evair Melo, Amaro Neto, conhecido por muitos como Amaro Gengiva de Égua, Messias Donato e Da Vitória assinaram emendas que podem empurrar por até 10 anos mudanças importantes para os trabalhadores brasileiros, como a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, uma das formas mais cruéis de exploração trabalhista ainda normalizadas no país.

 

E não para por aí. As propostas apoiadas pelos parlamentares ainda abrem brecha para jornadas semanais de até 52 horas. Isso mesmo. Cinquenta e duas horas. Em pleno 2026, enquanto países desenvolvidos discutem semana de quatro dias, saúde mental e qualidade de vida, certos deputados brasileiros parecem querer transformar trabalhador em peça descartável de fábrica do século XIX.

 

As emendas são de autoria dos deputados Tião Medeiros, o Tião Gavião, e Sérgio Turra, ambos do PP (só podia ser), e tentam desmontar a proposta de redução da jornada semanal. Na prática, criam exceções tão amplas que quase tudo pode virar “atividade essencial”. Saúde, segurança, transporte, energia, logística, abastecimento, agropecuária… Ou seja: o trabalhador continua sacrificando a própria vida enquanto políticos seguem com seus salários milionários, auxílios generosos, recessos e privilégios intocáveis.

 

O discurso usado para justificar essa barbaridade é o velho teatro do “impacto econômico” e da “proteção da sociedade”. Curioso como o impacto brutal na saúde física e mental do trabalhador nunca entra na conta. Curioso como nunca há preocupação com o pai que quase não vê os filhos, com a mãe exausta que trabalha seis dias seguidos, com o trabalhador que vive apenas para sobreviver.

 


Mais revoltante ainda é ver parlamentares eleitos pelo povo capixaba atuando contra justamente quem os colocou lá. O Espírito Santo, mais uma vez, entrega cadeiras no Congresso para políticos sacanas e descompromissados com o povo, que parecem enxergar trabalhador apenas como combustível da máquina econômica.

 

E depois ainda aparece político fazendo vídeo populista, fingindo defender “o cidadão de bem”, enquanto nos bastidores assina proposta para prolongar jornada de trabalho e adiar direitos básicos. Na campanha eleitoral, apertam mãos, tiram fotos em feira, comem pastel e falam em “família”. Em Brasília, ajudam a manter o povo preso numa rotina desumana.

 

O eleitor capixaba precisa aprender, urgentemente, a guardar nomes. Política não pode continuar sendo torcida organizada nem concurso de quem fala mais alto na internet. Voto tem consequência. E quem apoia ataques contra trabalhadores precisa receber a resposta mais dura possível: a derrota nas urnas.

 

Porque deputado que trabalha para piorar a vida do povo não merece mandato. Merece voltar para casa. Que os eleitores capixabas guardem bem esses nomes: Evair Melo, Amaro Neto, conhecido por muitos como Amaro Gengiva de Égua, Messias Donato e Da Vitória, e nas próximas eleições mostrem que o trabalhador tem sua arma de defesa contra políticos bandidos: o voto.

 

*Elvécio Andrade é radialista, jornalista, escritor e advogado especialista em direitos Constitucional e Administrativo.

 

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