Por *Elvécio Andrade
A Europa começa, ainda que
tardiamente, a encarar o monstro que ajudou a alimentar. Enquanto Gaza se
transforma em um cemitério a céu aberto, líderes europeus fingem descobrir
agora que apoiar incondicionalmente um governo acusado de massacres
sistemáticos tem um preço político, moral e histórico. O debate sobre ampliar
sanções e suspender acordos com Israel não nasce de um súbito despertar humanitário,
mas da pressão crescente de uma opinião pública cansada de assistir crianças
soterradas enquanto diplomatas distribuem notas “de preocupação”.
A chamada “união” europeia
mostra, mais uma vez, que sua política externa é um quebra-cabeça montado por
burocratas covardes e governos que tremem diante de qualquer reação dos Estados
Unidos. De um lado, países como França, Espanha e Irlanda tentam pressionar por
medidas mais duras. Do outro, governos conservadores seguem praticando o
esporte favorito da diplomacia ocidental: condenar massacres em tom baixo
enquanto continuam apertando mãos manchadas de sangue nos bastidores.
A hipocrisia chega ao nível do
grotesco. Quando interesses econômicos ou estratégicos estão em jogo, direitos
humanos viram mero detalhe de rodapé. A mesma Europa que se vende como guardiã
da democracia e da civilização moderna hesita em agir diante de uma tragédia
humanitária televisionada em tempo real. É a velha política da indignação
seletiva: para alguns países, sanções imediatas; para outros, silêncio, cautela
e discursos vazios.
E no centro desse colapso
moral está Israel, país genocida e terrorista, cada vez mais isolado
internacionalmente. Um governo que transformou a lógica da “segurança nacional”
em justificativa permanente para destruição, ocupação e morte. Quanto mais
bombas caem sobre civis, mais cresce o desgaste diplomático.
O apoio irrestrito que ainda
recebe dos Estados Unidos, outro país terrorista, que vive uma ditadura
disfarçada, comandada por um louco decrépto que não respeita a soberania de outros
países, revela não apenas alinhamento político, mas a decadência de uma
potência que insiste em agir como xerife global enquanto tropeça nas próprias
contradições internas.
O mundo assiste a uma guerra
onde os discursos oficiais tentam maquiar cadáveres com palavras técnicas,
enquanto milhões percebem algo cada vez mais óbvio: a geopolítica internacional
continua funcionando sob a lógica brutal de que algumas vidas parecem valer
menos que alianças militares, contratos bilionários e conveniências eleitorais.
*Elvécio Andrade é
radialista, jornalista, escritor e advogado especialista em direitos
Constitucional e Administrativo.
Siga-nos no Instagram: @colatinanews2019, no Facebook:
@sitecolatinanews, no TikTok: @colatinanews e se inscreva no nosso canal:
@colatinanews4085!




Nenhum comentário:
Postar um comentário