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29/08/2026

Rio Bananal: dois anos de governo, ruas abandonadas e uma população cansada de esperar

Cidade abandonada, jogada às traças

Por *Elvécio Andrade

 

A paciência da população de Rio Bananal, no Norte do Espírito Santo, parece ter chegado ao limite. O que se vê pelas ruas do Município não é apenas falta de limpeza pública: é o retrato de uma administração que, na visão dos moradores, abandonou a cidade e virou as costas para quem paga impostos.

 

A Rua Dom Pedro I, no Bairro São Sebastião, tornou-se símbolo desse descaso. Mato, sujeira, lixo espalhado sem recolhimento e abandono tomam conta do local, apesar das inúmeras reclamações feitas pelos moradores. A pergunta que fica é inevitável: onde está o prefeito Bruno Pella? Até quando a população terá que conviver com uma cidade entregue à própria sorte?

 

O cenário é tão grave que até Jonacir Patrocínio, liderança política conhecida por não fazer oposição baseada em reclamações constantes, decidiu gravar um vídeo denunciando a situação da Rua Bertoldo Venturin, no Bairro Santo Antônio. Quando alguém que normalmente evita críticas públicas resolve expor o problema, é porque o caos ultrapassou todos os limites.

 


No vídeo, Jonacir lembra um fato ainda mais revoltante: a rua foi destruída pela enchente há dois anos, recursos chegaram para a recuperação, mas a obra simplesmente não aconteceu. Dois anos de espera, dois anos de promessas e dois anos de omissão. Enquanto isso, moradores continuam sofrendo diariamente com uma via abandonada.

 

A denúncia vai além de uma rua ou da limpeza pública. Ela escancara um Município que, segundo a própria população, está abandonado em praticamente todos os setores. Falta gestão, falta presença e, principalmente, falta respeito com os ribanenses.

 

O recado é direto: já se passaram dois anos de mandato. Não há mais espaço para desculpas, heranças ou discursos. É hora de o prefeito sair do gabinete, percorrer os bairros, visitar o interior, ouvir a população e começar a governar. Rio Bananal não precisa de um prefeito ausente. Precisa de alguém que trabalhe antes que o abandono se torne a marca definitiva desta gestão.

 

*ElvécioAndrade é radialista, jornalista, escritor e advogado especialista em direitos Constitucional e Administrativo.

 

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