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02/07/2026

Homem mata cachorro a chute e tem prisão preventiva decretada a pedido do Ministério Público

Mundim foi brutalmente assassinado

Por *Elvécio Andrade

 

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) voltou a demonstrar que crimes de maus-tratos contra animais podem e devem ser tratados com o rigor que a lei determina. Após investigação minuciosa, a Promotoria de Justiça de Santa Maria do Suaçuí denunciou um homem acusado de matar, com um chute, sem qualquer motivo, o cão Mundin, requereu sua prisão preventiva e conseguiu que a Justiça acolhesse tanto a denúncia quanto o pedido de prisão.

 

A atuação do MPMG foi baseada em provas consistentes, incluindo boletim de ocorrência, imagens de câmeras de segurança, laudo veterinário, fotografias e depoimentos. Para o Ministério Público mineiro, a violência gratuita praticada contra um animal indefeso exige uma resposta firme do Estado, não apenas para responsabilizar o autor, mas também para prevenir novas agressões e proteger a sociedade contra a reincidência.

 

O contraste com a realidade vivida no Espírito Santo, especialmente em Barra de São Francisco, chama a atenção. Enquanto o MPMG age com rapidez e firmeza, sucessivos casos de cães mortos por envenenamento continuam sendo registrados no Município capixaba, sem que se tenha notícia da identificação e responsabilização dos autores. A sensação transmitida à população é a de impunidade e desinteresse das autoridades policiais, o que acaba alimentando a repetição desses crimes.

 


É importante destacar que a investigação e a persecução penal dependem das circunstâncias de cada caso e das provas disponíveis. Ainda assim, quando episódios de envenenamento se repetem sem solução aparente, cresce a cobrança da sociedade por uma atuação efetiva das autoridades responsáveis, incluindo a polícia e o Ministério Público.

 

A resposta dada pelo MPMG demonstra que a legislação de proteção animal pode ser aplicada de forma rigorosa quando há investigação consistente e atuação institucional. Diante da sequência de casos registrados em Barra de São Francisco, a população espera que os órgãos competentes também consigam avançar nas apurações, identificar os responsáveis e assegurar que crimes dessa natureza não permaneçam sem resposta.

 

Afinal, a proteção dos animais e o cumprimento da lei não deveriam depender do Estado em que o crime acontece.

 

*Elvécio Andrade é radialista, jornalista, escritor e advogado especialista em direitos Constitucional e Administrativo.

 

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